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Um asteroide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo - a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil. Chamado de 2003 QQ47, o asteroide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteroide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).

O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.

Asteroides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos [sic]. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter pode arrancar esses objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.

(Folha Online)

Nota: O leitor Linézio Marques, de São Paulo, pondera: "Como a ciência explicaria, em relação a notícia acima, a pergunta a seguir em referência a um dos parágrafos do artigo: "O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas..." Pois bem, se esse asteroide tem apenas um décimo da massa do meteorito que teria exterminado os dinossauros, como foi então que as outras formas de vida, inclusive as variadas espécies de animais de porte menor, sobreviveram? Isto é, se sobreviveram! O que me deixaria pasmo, levando-se em conta a extensão da aludida catástrofe. Se tivesse ocorrido dessa forma, então como teria ressurgido a vida em nosso planeta e os dinossauros não?"


Criacionismo - Michelson Borges

A distância entre o Sol e a Terra é conhecida como Unidade Astronômica, ou simplesmente UA, uma espécie de “quilômetro espacial”, usada para expressar as enormes distâncias interplanetárias. Uma Unidade Astronômica mede 149.597.870,696 km. A medição mais precisa feita até hoje dessa distância entre o Sol e a Terra foi concluída em 2004 pelos astrofísicos russos Gregoriy A. Krasinsky e Victor A. Brumberg. E, ao término de seu trabalho, eles fizeram uma descoberta surpreendente: a Terra está se afastando do Sol a uma velocidade de 15 centímetros por ano. Quinze centímetros por ano não parece ser muito, talvez apenas o suficiente para permitir uma previsão de que a Terra terá problemas de resfriamento global em algumas centenas de milhões de anos. Mas é o suficiente para exigir uma explicação. Afinal de contas, o que está afastando a Terra do Sol?

A explicação que primeiro se ofereceu foi a de que o Sol está perdendo massa, via fusão nuclear e pela emissão dos ventos solares. Perdendo massa, ele perderia sua força gravitacional e permitiria que os planetas ao seu redor se afastassem. Outras possibilidades levantadas incluíram alterações na constante gravitacional G, efeitos da expansão do Universo e até influências da matéria escura. Mas nenhuma delas passou pelo crivo da comunidade científica.

Agora, Takaho Miura e seus colegas da Universidade de Hirosaki, no Japão, elaboraram uma nova explicação para o afastamento da Terra em relação ao Sol. O artigo científico deverá ser publicado em breve no periódico Astronomy & Astrophysics, mas a proposta foi adiantada em uma reportagem da revista New Scientist. Segundo os cientistas japoneses, o Sol e a Terra estão literalmente empurrando-se mutuamente devido à interação de suas marés.

O fenômeno é o mesmo que explica o afastamento da Lua em relação à Terra: as marés que a Lua levanta em nossos oceanos estão gradualmente transferindo energia rotacional para o movimento lunar. Como resultado, a cada ano a órbita lunar aumenta cerca de 4 centímetros, e a velocidade de rotação da Terra diminui em 0,000017 segundos.

Dezessete milissegundos por ano é outro dado nada apocalíptico, mas o suficiente para projetar que, ao contrário do que o senso comum aponta, ao invés do tempo estar passando mais rápido, ele de fato passa cada dia mais lentamente - literalmente 0,000017 segundos por ano - e os dias terrestres tenderão a ficar maiores no futuro.

Da mesma forma, afirmam os cientistas, a massa da Terra está causando o levantamento de marés na superfície do Sol, o que explica uma diminuição na rotação do Sol em 0,00003 segundos (3 milissegundos) por ano. Ao perder momento angular, o Sol permite que a distância entre ele e a Terra aumente gradualmente. Embora já tenha sido aceito para publicação, o que significa que os revisores verificaram que a proposta é cientificamente válida, será necessário que outros astrofísicos avaliem os métodos e cálculos dos pesquisadores japoneses antes que se possa considerar esta como sendo a explicação “oficial” para o já bem documentado afastamento entre o Sol e a Terra.

(Inovação Tecnológica)
Nota: A causa os cientistas não conhecem com certeza, mas o afastamento parece ser fato. Então, perguntar não ofende: Se a Terra e o Sol têm bilhões de anos, eles não estariam próximos demais no passado distante? Essa proximidade permitiria o surgimento e a evolução da vida aqui? Parece que não querem lidar com essa questão...[MB]
Criacionismo – www.criacionismo.com.br

Encontro com o observatório orbital se deu nesta quarta-feira (13).

Do G1, em São Paulo


Astronautas farão reparos e atualizações nos próximos dias.
Um dos momentos críticos para a atualização do Telescópio Espacial Hubble aconteceu por volta das 14h (de Brasília) desta quarta-feira (13). O braço robótico do ônibus espacial Atlantis, operado manualmente pelos astronautas, conseguiu "agarrar" o Hubble e encaminhá-lo para a área de carga da espaçonave.

A partir de lá, ao longo dos próximos dias, a equipe composta por outros seis astronautas e liderada pelo americano Scott Altman fará uma série de caminhadas espaciais para executar reparos e atualizações nos sistemas do observatório orbital. Esta será a quarta e última missão de reparos ao venerável satélite da Nasa.

Esta é a primeira missão de um ônibus espacial não conectada com o projeto da Estação Espacial Internacional (ISS) desde o desastre do Columbia, em 2003.

O Telescópio Espacial Hubble é o instrumento científico mais popular de todos os tempos no campo da astronomia. Disso não resta a menor dúvida. E, agora que ele está para receber uma visita de reparos, virou o centro das atenções.

Pode parecer pouco, mas cada missão de manutenção como essa (e já foram quatro) é um marco importante. A rigor, todo instrumento lançado ao espaço fica lançado à sua própria sorte. Se um equipamento falhar, ou mesmo pifar, pode esquecer. Não tem assistência técnica para esses casos, mesmo que o instrumento esteja na garantia. O máximo que dá para fazer é uma atualização de “software” que consiga dar um jeitinho na operação do instrumento. Mas se quebrar mesmo…

O Hubble vai receber sua quinta e última missão de reparos, a qual, se tudo correr bem com o clima da Flórida, deve começar nesta segunda, dia 11. Entre outras coisas, o Hubble deve sofrer uma troca de baterias (a primeira em 19 anos!) e terá um novo instrumento instalado. Ele é chamado de Espectrógrafo das Origens Cósmicas (COS, em inglês) e custou à Universidade do Colorado uns 70 milhões de dólares. Esse instrumento já deveria estar à bordo do Hubble desde 2004, mas sucessivos atrasos, por causa do acidente que destruiu o ônibus espacial Columbia, impediram que ele fosse instalado antes. Aliás, esse acidente quase cancelou esta última missão de manutenção.

O objetivo do espectrógrafo é estudar a luz ultravioleta emitida por quasares muito distantes. A idéia é obter informações sobre a composição química do Universo quando ele era muito jovem e sobre como essa química evoluiu ao longo dos tempos. Esse será o instrumento instalado no Hubble mais sensível a operar no ultravioleta e com ele será possível também estudar a luz das primeiras estrelas formadas no Universo.

Falando nisso, quando o Hubble foi concebido, um de seus objetivos centrais era determinar o valor da taxa de expansão do Cosmos. Quando Einstein descreveu matematicamente o Universo, a ideia de um Universo em expansão apareceu naturalmente. Mas, sem evidências observacionais, ele inseriu uma constante que mantinha o Universo estático. Em outras palavras, era como uma força interna que segurava o universo e o impedia de se expandir. Mas, em 1923, Edwin Hubble descobriu que as galáxias estavam na verdade se afastando umas das outras, e a partir de então os astrônomos passaram a correr atrás do valor dessa taxa de expansão. Sabendo-se o valor da taxa, dá para deduzir a idade do Universo.

Determinar a taxa, chamada de constante de Hubble, é um dos “projetos-chave” que justificaram a construção, lançamento e manutenção do telescópio espacial. Na época de seu lançamento na década de 1990, o valor da constante tinha uma incerteza de 100%: os valores aceitos eram 75 ou 150 km/s a cada megaparsec (uma unidade de distância apropriada para o estudo do Universo).

Nesta semana saiu o novo valor dessa constante: 74,8 km/s por megaparsec, mas com uma incerteza muito menor, de pouco mais que 5%. Esse estudo foi efetuado com o uso de duas câmeras, a que opera no infravermelho (NICMOS) e no visível (ACS). Com esse valor é possível se estimar a idade do Universo simplesmente calculando o inverso da constante, e isso dá 13,1 bilhões de anos. O valor, obtido através do estudo de estrelas Cefeidas em galáxias distantes, é apenas 5% menor que o valor obtido através do estudo da radiação cósmica de fundo pelo satélite WMAP.

Mais do que obter uma idade do Universo cada vez mais precisa, o valor da constante de Hubble fornece pistas sobre a misteriosa energia escura que domina o Cosmos. É ela que faz com que o Universo hoje esteja em expansão acelerada.
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Comentário: "O fato de se chegar a uma constante de expansão, em si mesmo não dá mais que material para aguçar nossa finita mente. Dizer que tudo começou há 13,1 bilhões de anos já está mais pro ramo filosófico do que científico, pois quem garante que tudo se iniciou de um ponto no nada? Aliás, o que é o nada? Enfim, conseguimos apenas o fascínio do que podemos observar... De qualquer forma o Hubble merece reparos, com suas imágens únicas me faz sentir a genialidade e grandeza do meu Deus..." [RAB]

Redação do Site Inovação Tecnológica
08/05/2009


Os modelos cosmológicos atualmente aceitos, dependentes da teoria da gravitação de Newton, estabelecem que uma galáxia como a nossa Via Láctea deveria ter centenas de "galáxias satélites", galáxias muito pequenas, com alguns poucos milhares de estrelas, orbitando ao seu redor.

Mas um grupo de cientistas, coordenado pelo professor Pavel Kroupa, da Universidade de Bonn, na Alemanha, afirma que não apenas não há o número esperado de galáxias satélite orbitando a Via Láctea, como também as pouco mais de 30 que foram encontradas até agora não estão onde a teoria afirma que elas deveriam estar.

Galáxias fora do lugar

Segundo os pesquisadores, os dados podem ser uma indicação de que está na hora de se elaborar uma nova teoria da gravitação, mais abrangente do que a teoria de Newton.

"Há algo estranho na sua distribuição," diz o professor Kroupa. "Elas deveriam estar dispostas de maneira uniforme ao redor da Via Láctea, mas não é isto o que nossas observações mostram."

O grupo de astrônomos e astrofísicos descobriu que as sete galáxias anãs mais brilhantes estão mais ou menos no mesmo plano, numa formação semelhante a um disco, e que elas giram todas na mesma direção ao redor da Via Láctea, da mesma forma que os planetas do Sistema Solar giram ao redor do Sol.

Paradoxo galáctico

Os cientistas acreditam que isto somente pode ser explicado se elas tiverem sido formadas por colisões entre jovens galáxias. Os fragmentos dessas colisões poderiam explicar a existência e o comportamento dessas galáxias satélites.

Mas isso coloca um paradoxo. "Os cálculos sugerem que as galáxias satélites anãs não poderiam conter nada de matéria escura se elas tiverem sido criadas desta forma," conta o professor Manuel Metz, outro membro do grupo.

"Mas isto contradiz diretamente outra evidência. A menos que a matéria escura esteja presente, as estrelas dessas galáxias estão se movendo muito mais rapidamente do que é previsto pela teoria padrão da gravitação de Newton," diz Metz.

Rejeitando a teoria de Newton

"A única solução é rejeitar a teoria de Newton. Se nós vivermos em um Universo onde se aplica uma lei da gravitação modificada, então nossas observações poderão ser explicadas sem a matéria escura," conclui ele.

Embora a rejeição da teoria da gravitação de Newton possa parecer algo surpreendente, um grande número de pesquisadores tem manifestado um entendimento de que alguns dos princípios fundamentais da física vêm sendo compreendidos incorretamente.

Ademais, se essas ideias estiverem corretas, não será a primeira vez que a teoria da gravitação de Newton será modificada. Isso aconteceu no século passado, quando Einstein introduziu as Teorias da Relatividade Geral e Especial e novamente quando a mecânica quântica foi desenvolvida para explicar a física na escala atômica e subatômica.

As anomalias agora detectadas na observação das galáxias satélites dão suporte ao uso de uma "dinâmica newtoniana modificada" onde predominam acelerações fracas.

O desafio dos físicos

Ainda é cedo para afirmar se o grupo está correto em sua interpretação e, sobretudo, para se vislumbrar o que seria esse novo modelo explicativo. O que se pode prever é que esse novo modelo alterará profundamente a forma como compreendemos nosso Universo.

E os físicos sabem que terão que enfrentar, mais cedo ou mais tarde, a tarefa de desenvolver teorias que expliquem o funcionamento da natureza nas gigantescas escalas do Universo.

Da mesma forma que a matéria apresenta propriedades radicalmente diferentes em escalas de bilionésimos de metro, no chamado mundo quântico, não se espera que as explicações sobre as galáxias, buracos negros, matéria e energia escuras, e as interações de todos esses elementos, e de todos os que ainda estão por serem descobertos, sejam explicados com base nos mesmos princípios que regem a matéria ordinária de um planeta, por mais especial que esse planeta possa ser.

Bibliografia:
Did the Milky Way Dwarf Satellites Enter The Halo as a Group?
Manuel Metz, Pavel Kroupa, Christian Theis, Gerhard Hensler, Helmut Jerjen
2009 May 20
Vol.: 697 No 1 269-274
DOI: 10.1088/0004-637X/697/1/269

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Nesta semana teremos um dos eventos mais importantes do Ano Internacional da Astronomia. Trata-se da maratona de cem horas observando o céu, entre os dias 2 e 5 de abril. A ideia é mobilizar milhões (isso mesmo, milhões!) de pessoas no mundo inteiro em torno da astronomia. Para isso, entidades das mais variadas estão planejando ações de divulgação dos mais diferentes tipos: palestras, cursos, mesas-redondas e, é claro, muita observação do céu!

O projeto funciona assim. Começando na quinta feira, dia 2, clubes de astronomia, observatórios profissionais, universidades e voluntários de um modo geral vão apontar seus instrumentos para o céu. A motivação é fazer com que o maior número possível de curiosos tenha acesso a um telescópio pela primeira vez na vida. Essa rede de observadores vai se ampliando à medida que a noite vai avançando pelo mundo. Cada um faz como quiser, alguns eventos vão durar algumas horas apenas, outros vão encarar a maratona toda, inclusive observando de dia.

Nessa época teremos a Lua em quarto crescente e Saturno, com seus anéis quase de perfil, logo no comecinho da noite. Júpiter, Marte, Urano e Netuno na alta madrugada e Vênus logo antes do nascer do Sol. Isso falando dos planetas, mas durante a noite será possível observar uma quantidade enorme de outros objetos tão bonitos quanto interessantes, tais como aglomerados globulares, nebulosas planetárias, aglomerados abertos e outras galáxias.

Dentro das 100 horas (cuidado com o cacófato!) existem alguns programas chave. Conferências ao vivo de centros de ciências; discussões ao vivo sobre tópicos de astronomia e ciências transmitidos ao vivo pela internet de universidades e institutos de pesquisa.

Correndo o mundo em 80 telescópios: 24 horas de transmissões ao vivo diretamente de observatórios profissionais pelo mundo afora pela internet. No dia 3 de abril você pode acompanhar astrônomos trabalhando em seus observatório ao vivo, começando pelos observatórios do Havaí. Haverá entrevistas, explicações e imagens obtidas pelos pesquisadores na hora! A cada 20 minutos um observatório diferente, transmitido através do endereço eletrônico http://www.ustream.tv/channel/100-hours-of-astronomy.

24 horas de Astrofesta Global: durante 24 horas, no dia 4 de abril, associações de amadores disponibilizarão telescópios (inclusive telescópios solares) ao grande público. O objetivo principal dessa astrofesta é fazer com que o maior público possível tenha a oportunidade de observar o céu através de um telescópio.

Dia do Sol: o último dia da maratona será reservado à observação do astro que possibilita nossa existência. Atenção, apenas equipamentos apropriados devem usados para isso. Não tente apontar nada para ver o Sol – Galileu terminou seus dias praticamente cego por conta disso!

Cem horas de astronomia remota: durante todo o evento, diversos observatórios darão acesso remoto aos seus telescópios através da internet. Fazendo um cadastro, você poderá controlar um telescópio à distância, tirando fotos em tempo real para você!

Cem horas de astronomia júnior: um programa paralelo ao das 100 horas, mas com o objetivo de trazer a astronomia para as crianças.

A rede de observadores está cadastrada em http://www.100hoursofastronomy.org/, onde também há mais informações sobre este evento. Procure a ação mais próxima de você e participe!

Postado por Cássio Barbosa em 30 de março de 2009 às 12:05
[do G1]

Agência Fapesp
26/03/2009

Pela primeira vez astrônomos conseguem identificar um asteroide no espaço e recuperar seus fragmentos para análise em laboratório. Pedaços foram encontrados no deserto da Núbia, na África.

Evento de impacto


O asteroide que explodiu acima do deserto da Núbia, ao norte do Sudão, em outubro do ano passado, tinha tamanho comparável ao de um automóvel, mas se transformou em pó e diversos número de pedaços. Apesar do pequeno tamanho de suas partes que chegaram à superfície, o impacto do evento foi muito grande entre os cientistas.

Trata-se da primeira vez que um asteroide foi detectado no espaço antes de cair na Terra. A edição desta quinta-feira (26/3) da revista Nature destaca em sua capa um artigo produzido por um grupo internacional de pesquisadores sobre o impacto do 2008 TC3, como foi denominado o objeto.

Do telescópio ao microscópio

Como se sabia onde ele cairia, um grupo de cientistas correu para coletar os pedaços resultantes da entrada na atmosfera terrestre. Afinal, era a primeira oportunidade na história de comparar observações de um asteroide feitas por telescópios com análises em laboratório de seus fragmentos.

"Tais corpos têm sido observados como bolas de fogo com trilhas de fumaça à medida que passam pela Terra. É algo que observamos há anos. Mas ver um desses objetos antes que ele entre na atmosfera e segui-lo até o ponto de sua queda, isso é algo inédito", disse Douglas Rumble, do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, um dos autores do artigo.

Embora diversos pequenos objetos semelhantes ao TC3 atinjam a Terra todos os anos, até agora ninguém havia observado um antes que tal impacto ocorresse. Desta vez, o asteroide foi identificado no dia 6 de outubro, menos de 24 horas antes de cair no deserto africano, por telescópios do Catalina Sky Survey, no Arizona.

Composição química dos asteroides

Nas horas seguintes, astrônomos de diversos países foram alertados e passaram a calcular a trajetória e efetuar medidas da composição do objeto. As composições químicas de asteroides podem ser estudadas da Terra por meio da análise do espectro da luz solar refletida em sua superfície.

O método possibilita a obtenção de dados suficientes para dividir asteroides em categorias, mas não é suficiente para fornecer informações detalhadas de suas composições químicas, o que é feito com a análise laboratorial. Por outro lado, meteoritos encontrados podem ser analisados diretamente, mas não se tem informação direta de que tipo de asteroide eles derivam - fragmentos de asteroides (ou de meteoróides, que são menores) ao cair na Terra passam a se chamar meteoritos.

Caçadores de asteroides


Até a queda, o asteroide foi observado por telescópios e satélites e o brilho resultante de sua explosão na atmosfera foi visto por habitantes da região ao nordeste do Sudão e até mesmo pelo piloto e copiloto de um voo comercial que fazia a rota Joanesburgo-Amsterdã. Mas, semanas após o evento, ninguém tinha sinal de fragmentos.

No início de dezembro, Peter Jenniskens, do Instituto Seti, na Califórnia, decidiu ir ao Sudão, onde se encontrou com Muawia Shaddad, da Universidade de Cartum. Os dois lideraram uma equipe com 45 estudantes e integrantes da universidade na capital sudanesa e partiram em busca do que sobrou do asteroide.

Em poucos dias, o grupo conseguiu encontrar 47 fragmentos do TC3, um dos quais foi selecionado para análise laboratorial na Instituição Carnegie.

"Por ser feito de um material particularmente frágil, o asteroide explodiu a 37 quilômetros da superfície, fazendo com que seus fragmentos fossem espalhados por uma área extensa. Os meteoritos encontrados são diferentes de qualquer outro de que se tem notícia", disse Jenniskens, primeiro autor do artigo.

Nanodiamantes

A análise laboratorial mostrou sinais de que em algum ponto no passado o objeto foi submetido a temperaturas muito elevadas. "Sem dúvida alguma, de todos os meteoritos que estudamos, o carbono nesse foi cozido por mais tempo. Esse carbono, parecido com grafite, é o principal constituinte do meteorito", disse Andrew Steele, da Instituição Carnegie.

Nanodiamantes são outra forma de carbono encontrada no fragmento, o que, segundo os autores da pesquisa, oferece pistas sobre se o aquecimento foi causado por impactos em um asteroide original e maior ou por outros processos.

Isótopos de oxigênio fornecem informações sobre a "mãe do asteroide". Cada fonte de meteoritos no Sistema Solar, incluindo planetas como Marte, tem uma assinatura química específica dos isótopos 16O, 17O e 18O. Essa assinatura pode ser reconhecida até mesmo quando outras características variam, como a composição química ou o tipo de rocha.

"Isótopos de oxigênio representam a medida mais eficaz para determinar o grupo familiar de um meteorito", disse Rumble. Segundo ele, o TC3 pertence a uma categoria de meteoritos muito raros conhecidos como ureilitos, que podem ter derivado de um único objeto. Apenas 0,5% dos objetos que atingem a Terra estão nessa categoria.

Bibliografia:
The impact and recovery of asteroid 2008 TC3
P. Jenniskens et al.
Nature
26 March 2009
Vol.: 458, 485 (2009)
DOI: 10.1038/nature07920

[Inovação Tecnológica]

Encélado é o nome de uma das luas de Saturno. É um corpo celestial interessante porque possui geysers que projectam vapor de água e gelo.

Investigação recente mostrou que a pequena lua de Saturno não produz calor suficiente para evitar que a água congele. Em todos os modelos estudados, os dados indicam que a lua não poderia ser capaz de sustentar um oceano por mais de 30 milhões de anos (30.000.000). O problema é que o Sistema Solar tem 4,6 mil milhões de anos (4.600.000.000), segundo os naturalistas. 30 Milhões de anos é menos de 1% da idade que os naturalistas dizem que o Sistema Solar tem.

Se a lua Encélado sempre produziu o calor que actualmente produz, a lua teria gelado completamente há biliões de anos. Os cientistas lutam agora por tentar “explicar” como seria Encélado no passado, de forma a manter a extrema longevidade do Sistema Solar.

Reparem como os cientistas enfiam o Uniformitarismo na gaveta, quando os dados não encaixam no seu paradigma. Na Geologia, a filosofia uniformitarista ensina que os acontecimentos do passado são o resultado das forças que se observam hoje na Natureza. Ai do cientista que se atreva a dizer que as formações rochosas podem ter sido erigidas rapidamente como resultado de uma catástrofe. É logo rotulado como “criacionista” ou “fora da ciência”.

Mas como no caso da lua Encélado o Uniformitarismo já não encaixa com os dados observados, então é necessário encostá-lo ao canto e dizer que “no passado a coisa era diferente do que se observa hoje”.

Mais uma vez, este exemplo mostra que a discussão não se trata de “Religião vs. Ciência” mas sim de “Interpretação X vs. Interpretação Y“.

Este é só um dos muitos exemplos que revelam que o Sistema Solar não é tão antigo como os naturalistas dizem.
[A Lógica do Sabino]

O planeta Terra pode estar sob a ameaça de ser atingido por milhares de cometas que circulam nos arredores do sistema solar e não podem ser detectados pelos cientistas, afirma uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica New Scientist.

A revista entrevistou dois astrônomos britânicos que afirmam que, apesar de todo trabalho de monitoramento desses corpos celestes feitos por agências espaciais, muitos deles não poderiam ser detectados por serem o que eles chamam de "cometas escuros".

Segundo Bill Napier, da Universidade de Cardiff, no País de Gales, e David Asher, do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte, estes cometas escuros podem ser uma ameaça à Terra.

"Cometas escuros, dormentes, são uma significativa, mas muitas vezes invisível, ameaça ao planeta", disse Napier à revista.

Segundo os cientistas, pelos cálculos sobre a entrada de cometas no sistema solar, é possível que haja pelo menos 3 mil desse corpos celestes próximos à região, mas apenas 25 deles são conhecidos.

Napier e Asher afirmam que muitos desses cometas não podem ser vistos "simplesmente porque são muito escuros".

Isto acontece quando o gelo de um cometa "ativo" - que reflete a luz do sol - se evapora, deixando para trás somente uma crosta que reflete apenas uma fração de luz.

Calor

Os cientistas citam como exemplo o cometa IRAS-Araki-Alcock, que passou a uma distância de 5 milhões de quilômetros da Terra em 1983 - a menor registrada em 200 anos.

Segundo eles, o cometa foi detectado apenas duas semanas antes de sua aproximação.

"Ele tinha apenas 1% de suas superfície ativa", diz Napier.

De acordo com os pesquisadores, quando uma sonda da Nasa pousou no cometa Borrelly, em 2001, também teria registrado várias manchas "negras" em sua superfície.

Outro cientista entrevistado pela revista, no entanto, se mostrou mais cético sobre a ameaça.

Segundo Clark Chapman, do Southwest Research Institute, no Colorado, Estados Unidos, "estes cometas absorveriam bem a luz do sol, então poderiam ser detectados pelo calor que emitiriam". [BBCBrasil]

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Ano Internacional da Astronomia - 2009

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